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Antes da chegada dos europeus, a região que hoje compõe o município de São Mateus do Sul foi ocupado, desde épocas muito remotas, pelos índios Caingangues. Na região da Vargem Grande (interior do município), existe um grande cemitério indígena, com vários artefatos líticos, feitos de sílex polido. O município de São Mateus do sul originou-se de um pouso utilizado por bandeirantes e militares que, sob as ordens do governador paulista Botelho Mourão, se empenharam na conquista dos Campos de Guarapuava, na época habitados pelos índios Camés, Dorins e Votorões. Isso no ano de 1777. Grande foi o desenvolvimento da Navegação Fluvial, pela Lloyd Paranaense, e da Leão Júnior S/A, produtora de mate. Até hoje, o Vapor Pery, restaurado após décadas de abandono, é cartão postal do município. No século XIX, apesar das suspeitas de que em São Mateus do Sul fosse, na verdade, a Kittoland inglesa, fruto colonizador de famílias protestantes, não existem hoje vestígios dessas pessoas. Uma suspeita da existência de casas inglesas foi um decreto do Prefeito Flórido Gonçalves do Nascimento, que governou o Município entre 1910 e 1912, que "todas as edificações que ameaçassem ruína fossem demolidos", que talvez fossem as casas abandonadas de Kittoland. Com intensa colonização polonesa, será estabelecida a Colônia Maria Augusta logo a seguir, sendo que se compunha de 78 lotes urbanos e 345 rurais, que logo foram distribuídos a imigrantes e já nos primeiros anos São Matheus (nome que logo predominou) tornava-se o principal produtor de erva mate da região. Em princípio de 1887, Florentino José da Silva, Manuel Frutuoso, José Marques, José da Silva e outros pioneiros se estabeleceram com suas famílias nas terras que hoje formam o município, enriquecendo o lastro humano que hoje compõe a alma e a vida dessa terra. Foram a erva mate e a madeira as primeiras riquezas exploradas do município, mas com os estudos de Thenius, Rudholff Wolff e Roberto Angewitz ( o famoso "Perna de Pau") que, segundo os colonos da época, tirava óleo da pedra como mágica. A ele juntou-se o empresário dedicado Guilherme Kantor, que possuía as primeiras jardineiras para o transporte das pessoas. Esse óleo, sendo logo reconhecido como subproduto do xisto pirobetuminoso, começou a ser explorado pela Petrobrás, que hoje, ao lado da Incepa e outras empresas, investem no município e são fontes de divisas. O município foi criado pela Lei 763, no dia 02 de abril de 1908, e teve sua instalação oficial no dia 21 de setembro do mesmo ano. Antes da chegada da Petrobrás a São Mateus do Sul, os serviços de energia elétrica eram precários, e os de água tratada e telefone, inexistentes. O acesso do município à capital paranaense deixava muito a desejar. O trecho, de estrada de terra, foi asfaltado em 1968, através de convênio entre a Petrobrás e o Governo do Estado, para criar infra-estrutura de água, eletricidade, saúde, educação e estradas. O Hospital Doutor Paulo Fortes, o único da cidade, também recebeu da companhia todo seu equipamento médico e cirúrgico. Depois toda a infra-estrutura elétrica e telefônica foi estabelecida, além da emissora repetidora de TV. No entanto, os jornais locais, que hoje tem boas notícias e qualidade, antes tinham uma reputação meio ruim, sendo que um que circulava na cidade fazia brincadeiras sem graça, como boatos envolvendo a estudante paulista Liana Friedenbach, morta em 2003, e que segundo o tablóide, tinha escapado para o interior do município
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