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O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) entrou no debate com a oposição para colocar uma luz à interpretação de que o governo da presidenta Dilma, ao conceder para a iniciativa privada a exploração dos serviços, manutenção e obras de infraestrutura de três aeroportos, está seguindo o modelo que vigorou em oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, e entrou para a história por ter vendido o maior número de empresas públicas e estratégicas do planeta.
Em entrevista para o site PT no Senado, Lindbergh lembrou que um documento do Ministério da Fazenda, em meados de 1996, recomendava a venda do Banco do Brasil, da Caixa e do BNDES e, na ânsia de vender o patrimônio público sem manter o controle, por pouco os tucanos não conseguiram vender a Petrobras. Até a mudança de nome para "Petrobrax" foi cogitada. A Vale, vendida por apenas R$ 3,2 bilhões, ilustra o modelo tucano de entrega dos bens públicos. Outro exemplo, para relembrar, foi a venda da Embratel, por R$ 400 milhões, sendo que no caixa da empresa havia em dinheiro quase R$ 800 milhões. "Privatizar do jeito que privatizaram foi um crime", afirma o senador petista.
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